terça-feira, 30 de março de 2010

...comecei a ver que politicamente, estamos num processo de estagnação democrática. A votação do PEC, foi amplamente discutida e apenas agradou à facção mais centrista do PS. Embora o FMI e o BCE o vejam com bons olhos, não reuniu consenso. Entre os socialista, não existe a infâme " Lei da Rolha", mas existe a disciplina de votar a favor do que é decidido pelos ministros. Para mim, tanto uma como outra coisa não são a favor da democracia. Democracia, segundo a PORTO EDITORA é um nome feminino e cuja definição é: 'sistema político em que a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade'.
Ora, isto leva-me a pensar que vivemos num país democrata com partidos que não são democratas. A democracia, como na génese da palavra vem descrito " Governo Popular" do grego demokratía. Ora em que país é que afinal vivemos? Pois é que não vejo a generalidade da popuação representada nem a maioria dos portugueses se revêem nos nossos políticos, talvez nem sequer nos aparelhos políticos e/ou partidários. Liberdade e igualdade parecem-me cada vez mais definições abstractas pois, há cada vez menos igualdade na nossa sociedade e a liberdade já não é uma postura, pois vivemos com medo de excesso de liberdade de certas pessoas, além de certa impunidade de muitas pessoas "livres".
Das eleições do PSD, muitos vêem o Dr. Pedro Passos Coelho como o D. Sebastião, que coitado deve estar às voltas no seu túmulo, que virá salvar as mãos de Portugal do Sr. Primeiro Ministro José Sócrates.
Ora, o que eu gostava é que viesse alguém que ensinasse o que é democracia. Alguém como a nossa professora do ciclo nos ensinou aquando falou da civilização grega. Alguém que se preocupasse realmente com o país, e para isso fizesse com que os partidos, e principalmente os deputados da assembleia da república que foram legitimamente eleitos, vissem que neste momento, temos que nos unir pois, o mundo está em crise, e Portugal, tem que se unir para sírmos dela o mais cedo possíve. Quando vejo os plenários, votações, ou explicações da Assembleia da República, apens vejo uma endência: " o bota abaixo"! Isto é, o governo a criticar a oposição por esta criticar o governo. Eu conheço, e reconheço a crítica construtiva, mas não é o que se passa na mais do que citada assembleia. Por muito divergentes que possam ser os ideais políticos que estão representados na AR ( assembleia da república), os deputados e principalmente os ministros servem para servir os interesses do país, mas principalmente da maioria dos portugueses. Por isso, AJUDEM-NOS que nos assim, voltaremos a acreditar na política!

e eu falando com os meus botões digo: Que rica e bela visão utópica que acabaste de ter!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

...fiquei um pouco assustado com o alarido da Face Oculta, e do suposto "O Polvo" como o semanário sol expõe.
Ora, por muito grave que isto possa ser, e o é realmente, principalmente devido às actuais consequências, essas serão no futuro bastante mais gravosas... Até que ponto, sinceramente não sei, mas é óbvio que causa certa preocupação.
Eu, nasci em França, onde se gaba, de terem "redescoberto" e serem o berço da actual democracia, em que se guiam pelo "liberté egalité fraternité", aportuguesando: Liberdade, igualdade, fraternidade. Logo, e com a educação que os meus pais me deram, tentei sempre manter-me fiel a esses princípios, principalmente aquele em que se diz que a minha liberdade acaba onde a dos outros começa. Também sinto que sou um filho do 25 de abril, pois nasci depois dessa data, e acredito nesses princípios.
Mas a questão, ou a minha questão neste momento é esta: Se, tanta gente criticou a minha geração e as que vieram e virão a seguir à minha por não sentir nem saber o que significou o 25 de Abril e o que é viver realmente em liberdade, será que Mário Crespo e Manuela Moura Guedes entre muitos outros, mas estes como jornalistas e figuras que me habituei a ver, não ultrapassaram o limite do razoável e usando a liberdade concedida no 25 de abril, abusaram da sua liberdade invadindo a de outros? Achincalhar, insultar entrar em confrontação, será isso liberdade? É que além de me parecer éticamente reprovável, eles podem servir como formadores de caracter, isto é, uma pessoa que leia/ouça o que eles escrevem/dizem, podendo até ser verdade, formam e destilam uma opinião, pois pode-se facilmente pegar um facto e dar-lhe conotação que bem entendemos, e muitos dos leitores/ouvintes, podem não ter uma opinião formada e tomar a deles como certa. Acho isto muito grave e absolutamente lamentável. Não estou aqui a desculpabilizar ou branquear nem governo nem principalmente o primeiro ministro Engº José Sócrates, mas o que me parece óbvio, é que isto é um linchamento público, e isto caros amigos que estão a ler o que escrevo, não é de quem vive em Liberdade, mas sim de quem não respeita a liberdade. Nem venham com demagogias ou com conversas sem sentido a dizer que não sei o que é, pois não vivi aquela época e que os manuais escolares não traduzem o que foi. Essa conversa, já não tem sentido, pois sei que a principal liberdade é a minha, e que não iria tolerar que invadissem a minha liberdade dessa forma, insultando e manietando opiniões.

E eu falando com os meus botões digo: Fascismo nunca mais, mas não entremos na ditadura dos média, que pode ser bastante má e principalmente perigosa!

P.S: Espero que não censurem o meu BLOG!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O palhaço, o Palhacinho e o Outro

...e verificando a blogosfera fui alertado para um artigo de opinião com o sugestivo título: O palhaço. Este artigo foi publicado no JN de dia 14 de Dezembro do ano passado:
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1446678&opiniao=M%E1rio%20Crespo.

As atitudes e as palavras são para quem as toma, e para ver que há mesmo uma enorme liberdade no nosso burgo, transcrevo o artigo... Preparem-se!




«O palhaço




O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.»

fim do artigo

Entristece-me a facilidade de insulto gratuito postado acima. Mas as atitudes, e frases ficam para quem as toma. E como em política, tal como em futebol, o que é verdade hoje, poderá ser mentira amanhã, resta saber como irá ser doravante. Este artigo tem mais de um mês e O Sr. Mário Crespo continua a alegrar-nos com certas pérolas, pois para quem leva a sério isto, até concorda com certas coisas, quem não levar tão a sério, até acha uma certa piada o descaramento e ousadia deste texto!


e eu falando com os meus botões digo: Quem fala assim não é Gago, é Crespo!