sexta-feira, 4 de setembro de 2015

... senti uma revolta e angústia pela situação cada vez mais calamitosa em que se encontram os refugiados e outros migrantes que dão à costa da de certos países europeus. Sim, estou a falar principalmente dos refugiados sírios que parecem ser a maioria dos que dão à costa e que percorrem certos países europeus à procura do El Dorado deles, que contrariamente aos colonos americanos, não procuram ouro mas sim uma vida sem guerra e com alguma segurança. A imagem tenebrosa do infeliz menino sírio prostado numa praia turca foi a imagem mais marcante e que finalmente despertou vários países, governos, políticos para o cruel drama em que vivem milhares de pessoas. Tanto que parece ter feito mudar a ideia de alguns governantes como David Cameron e Angela Merkel. O primeiro ministro David Cameron mudou em poucos dias. Chamou "praga" à "invasão" de imigrantes no sei país e disse no dia de hoje que estará disposto a receber muitos mais refugiados, sim, refugiados sírios e não os restantes migrante, no seu país e aumentar o seu apoio. A chanceler Angela Merkel demorou algumas semanas a mudar o seu discurso. Bem, ou terá sido hipócrita no seu discurso de há algumas semanas com uma jovem adolescente palestiniana , ou será agora em que o nosso Vice-Primeiro-Ministro tanto a elogia:
"Evidentemente é preciso fazer mais", disse Portas, frisando que se trata de "gente que está a fugir à morte, a uma guerra que é um genocídio múltiplo". E colocou Merkel nos antípodas de Cameron. "Até agora, quem mais se aproximou de honrar o humanismo cristão e o humanismo laico que fazem os valores da Europa foi a chanceler Merkel, quando disse eu 'não repatriarei nenhum refugiado de guerra da Síria'."
O que terá feito mudar Angela Merkel visto não querer acreditar que ela seja hipócrita, ou pelo menos tão hipócrita!? Terá sido por aquela imagem daquele miúdo? Não parece pois o discurso de que iriam receber mais refugiados já vem de há alguns dias a esta parte. Mas a minha questão é esta: Só podem ir os refugiados sírios? E aquela adolescente palestiniana que depois de viver 4 anos na Alemanha vai ser expulsa assim como a sua família? E os sírios que chegam como refugiados?
"Não repatriarei nenhum refugiado de guerra da Síria"- disse Merkel, mas pergunto eu: Não repatriará nenhum refugiado sírio durante 4 anos? Ou agora estes são mais do que aquela adolescente palestiniana?
Na primeira metade deste ano, a Alemanha teve cerca de 450.000 pedidos de refugiados. Há dias dizem que estão preparados para receber cerca de 800.000 refugiados. Ainda bem que irão fazer isso e espero que mais países sigam o exemplo de Alemanha e Suécia.
Mas será que isto só é válido para os refugiados? E os migrantes? E todos aqueles que não são refugiados? Serão repatriados? Ou será que irão ficar na Grécia, Itália ou Turquia? Será que é para isso que serve o campo na Hungria? Para separar os refugiados dos outros migrantes?
Claro que este drama humano tem que ser visto com outros olhos além dos olhos políticos. Tem que ser visto com solidariedade. Regressarmos à nossa essência e vê-los como outros seres humanos em que temos que dar a mão.
Sei que isto levanta muitos outros problemas e que os mais importantes serão os sociais, políticos e religiosos.
1º- Sociais: porque se levanta uma onde de contestação de que primeiro temos que tratar condignamente os nossos concidadãos e só depois recolher os refugiados.
2º- Políticos: principalmente em consequência dos sociais e de uma possível discriminação entre refugiados sírios, refugiados de outros países e os restantes migrantes.
3º- Religiosos: Há algum tempo que muitos europeus se tornaram intolerantes, ou perto disso, em relação aos muçulmanos. Há um pânico quase generalizado ao se ver pessoas com turbantes ou burkas. A intolerância religiosa é a pior pois é a intolerância de pessoas mais ignorantes.
Sim, este é um assunto demasiado complexo e sujeito a muitas, diferentes e divergentes opiniões. Mas lembro-me dos quatro primeiros versos do fabuloso tema da nossa música portuguesa, 'E Depois do Adeus':
"Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci"

E eu falando com os meus botões digo: Será uma boa altura para relembrarmos os quatros primeiros versos e agirmos como tal!

terça-feira, 30 de março de 2010

...comecei a ver que politicamente, estamos num processo de estagnação democrática. A votação do PEC, foi amplamente discutida e apenas agradou à facção mais centrista do PS. Embora o FMI e o BCE o vejam com bons olhos, não reuniu consenso. Entre os socialista, não existe a infâme " Lei da Rolha", mas existe a disciplina de votar a favor do que é decidido pelos ministros. Para mim, tanto uma como outra coisa não são a favor da democracia. Democracia, segundo a PORTO EDITORA é um nome feminino e cuja definição é: 'sistema político em que a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade'.
Ora, isto leva-me a pensar que vivemos num país democrata com partidos que não são democratas. A democracia, como na génese da palavra vem descrito " Governo Popular" do grego demokratía. Ora em que país é que afinal vivemos? Pois é que não vejo a generalidade da popuação representada nem a maioria dos portugueses se revêem nos nossos políticos, talvez nem sequer nos aparelhos políticos e/ou partidários. Liberdade e igualdade parecem-me cada vez mais definições abstractas pois, há cada vez menos igualdade na nossa sociedade e a liberdade já não é uma postura, pois vivemos com medo de excesso de liberdade de certas pessoas, além de certa impunidade de muitas pessoas "livres".
Das eleições do PSD, muitos vêem o Dr. Pedro Passos Coelho como o D. Sebastião, que coitado deve estar às voltas no seu túmulo, que virá salvar as mãos de Portugal do Sr. Primeiro Ministro José Sócrates.
Ora, o que eu gostava é que viesse alguém que ensinasse o que é democracia. Alguém como a nossa professora do ciclo nos ensinou aquando falou da civilização grega. Alguém que se preocupasse realmente com o país, e para isso fizesse com que os partidos, e principalmente os deputados da assembleia da república que foram legitimamente eleitos, vissem que neste momento, temos que nos unir pois, o mundo está em crise, e Portugal, tem que se unir para sírmos dela o mais cedo possíve. Quando vejo os plenários, votações, ou explicações da Assembleia da República, apens vejo uma endência: " o bota abaixo"! Isto é, o governo a criticar a oposição por esta criticar o governo. Eu conheço, e reconheço a crítica construtiva, mas não é o que se passa na mais do que citada assembleia. Por muito divergentes que possam ser os ideais políticos que estão representados na AR ( assembleia da república), os deputados e principalmente os ministros servem para servir os interesses do país, mas principalmente da maioria dos portugueses. Por isso, AJUDEM-NOS que nos assim, voltaremos a acreditar na política!

e eu falando com os meus botões digo: Que rica e bela visão utópica que acabaste de ter!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

...fiquei um pouco assustado com o alarido da Face Oculta, e do suposto "O Polvo" como o semanário sol expõe.
Ora, por muito grave que isto possa ser, e o é realmente, principalmente devido às actuais consequências, essas serão no futuro bastante mais gravosas... Até que ponto, sinceramente não sei, mas é óbvio que causa certa preocupação.
Eu, nasci em França, onde se gaba, de terem "redescoberto" e serem o berço da actual democracia, em que se guiam pelo "liberté egalité fraternité", aportuguesando: Liberdade, igualdade, fraternidade. Logo, e com a educação que os meus pais me deram, tentei sempre manter-me fiel a esses princípios, principalmente aquele em que se diz que a minha liberdade acaba onde a dos outros começa. Também sinto que sou um filho do 25 de abril, pois nasci depois dessa data, e acredito nesses princípios.
Mas a questão, ou a minha questão neste momento é esta: Se, tanta gente criticou a minha geração e as que vieram e virão a seguir à minha por não sentir nem saber o que significou o 25 de Abril e o que é viver realmente em liberdade, será que Mário Crespo e Manuela Moura Guedes entre muitos outros, mas estes como jornalistas e figuras que me habituei a ver, não ultrapassaram o limite do razoável e usando a liberdade concedida no 25 de abril, abusaram da sua liberdade invadindo a de outros? Achincalhar, insultar entrar em confrontação, será isso liberdade? É que além de me parecer éticamente reprovável, eles podem servir como formadores de caracter, isto é, uma pessoa que leia/ouça o que eles escrevem/dizem, podendo até ser verdade, formam e destilam uma opinião, pois pode-se facilmente pegar um facto e dar-lhe conotação que bem entendemos, e muitos dos leitores/ouvintes, podem não ter uma opinião formada e tomar a deles como certa. Acho isto muito grave e absolutamente lamentável. Não estou aqui a desculpabilizar ou branquear nem governo nem principalmente o primeiro ministro Engº José Sócrates, mas o que me parece óbvio, é que isto é um linchamento público, e isto caros amigos que estão a ler o que escrevo, não é de quem vive em Liberdade, mas sim de quem não respeita a liberdade. Nem venham com demagogias ou com conversas sem sentido a dizer que não sei o que é, pois não vivi aquela época e que os manuais escolares não traduzem o que foi. Essa conversa, já não tem sentido, pois sei que a principal liberdade é a minha, e que não iria tolerar que invadissem a minha liberdade dessa forma, insultando e manietando opiniões.

E eu falando com os meus botões digo: Fascismo nunca mais, mas não entremos na ditadura dos média, que pode ser bastante má e principalmente perigosa!

P.S: Espero que não censurem o meu BLOG!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O palhaço, o Palhacinho e o Outro

...e verificando a blogosfera fui alertado para um artigo de opinião com o sugestivo título: O palhaço. Este artigo foi publicado no JN de dia 14 de Dezembro do ano passado:
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1446678&opiniao=M%E1rio%20Crespo.

As atitudes e as palavras são para quem as toma, e para ver que há mesmo uma enorme liberdade no nosso burgo, transcrevo o artigo... Preparem-se!




«O palhaço




O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.»

fim do artigo

Entristece-me a facilidade de insulto gratuito postado acima. Mas as atitudes, e frases ficam para quem as toma. E como em política, tal como em futebol, o que é verdade hoje, poderá ser mentira amanhã, resta saber como irá ser doravante. Este artigo tem mais de um mês e O Sr. Mário Crespo continua a alegrar-nos com certas pérolas, pois para quem leva a sério isto, até concorda com certas coisas, quem não levar tão a sério, até acha uma certa piada o descaramento e ousadia deste texto!


e eu falando com os meus botões digo: Quem fala assim não é Gago, é Crespo!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

... dei por mim a imaginar o que sentirão, ou o que sentiram os recentes campeões de dois desportos automóveis, da F1 e de rallyes ( ralis para os que não gostam de estrangeirismos!)
Jenson Button, campeão pela primeira vez e numa equipa que no início do ano ninguém apostaria nela, mas o que é certo é que grandes engenheiros, grandes "técnicos" estiveram por trás de uma pessoa que, confesso que desconhecia esta faceta de dar a cara e fazer uma equipa campeã, mesmo limitada ( e muito!) financeiramente. A brawn mercedes, revelou ter o melhor carro na primeira metade da temporada, e depois foi controlando os pontos que tinha à maior. Ninguém pode duvidar do mérito do piloto e da equipa, pois este foi dos mundiais mais imprevisiveis em termos de vitórias em corrida, mas curiosamente, a metade da temporada, já havia quem desse o campeonato à brawn, como acabou por acontecer no GP de interlagos. Mas, eu gostei muito da Redbull Renault e principalmente do vettel, mas não foi este ano e não se para o ano o será, pois há mais mudanças para a F1.

Quanto a Sebastien Loeb, este, como ele referiu foi quase tão emocionante como o primeiro, pois só foi ganho na última prova. Isto, sendo mauzinho é certo, quase parece quando era mais pequeno e corria com alguém mais pequeno do que eu. " vamos correr até ao fundo da rua e dou 3 segundos de avanço". Claro que ganhava sempre, e o Seb também! Por isso é claramente um dos melhores pilotos de desportos motorizados de sempre. E claro, que este ano podem dizer que teve ajuda do Daniel Sordo, pois este deixou-o passar à frente num rallye uma vez, e na catalunha garantiu que a diferença fosse de apenas de um ponto para Gales, mas, não seriam precisas essas benesses se, Loeb não tivesse sido penalizado estranhamente este ano.

Mas parabéns aos dois campeões e já agora também tenho que felicitar o nosso Armindo Araújo pelo Campeonato do mundo de PWRC!

E eu, falando com os meus botões digo: que chegue rápido as novas temporadas e que a temporada de rallyes tenha uma especial atenção das televisões!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

... fiquei entusiasmado com o sorteio de Portugal, mas já vieram alguns pseudo-intelectuais do futebol a dizer que o apuramento não está garantido. Ora bem, se há coisa que a selecção nacional de futebol ( AA ) nos habituaram é a não tomarmos as coisas, isto é qualificações e torneios, como garantidas. Mas, será que somos mesmo favoritos? Em termos patrióticos, obviamente que o somos! Agora em termos reais, quando a bola rola na relva, será que o somos? Pois bem, teoricamente temos que assumir o nosso protagonismo pois temos uma melhor classificação e caramba, temos estado presente nas últimas 5 fases finais das principais competições, entre mundiais e europeus e nalgumas destas com presenças meritórias. Mas que gostava mais de estar no papel de outsider desta vez, preferia! A selecção que nos saiu, Bósnia-Herzegovina não é uma selecção fraca mas não é de todo uma seleção forte. Claro que temos mais do que 50% de hipóteses de passar mas temos que pôr esse favoritismo do nosso lado. E é óbvio que estou do lado da nossa selecção! A Bósnia tem no seu ataque, tridente ataquante, a sua grande força. Ora na defesa temos dos melhores centrais do mundo ( quala selecção ou equipa que se poderia dar ao luxo de ter o Bruno Alves a suplente?), um dos melhores defesas direito do mundo e um meio campo que poderá dar uma boa cobertura defensiva se necessário. Temos belíssimos jogadores para o ataque, mas gostava que se começassea convocar os melhores, e um ds melhores extremos do mundo, embora não seja titular da sua equipa, é o Quaresma. Talvez Carlos Queiróz o pudesse convocar para o testar já que houve jogos em que sentimos a falta de mais um jogador da sua categoria. Um dos grandes problemas da selecção era (é) a posição de ponta de lança, ou avançado centro, e temos esta lacuna meia resolvida. Miguel Veloso a defesa esquerdo poderá ser a aposta mais segura e Pedro mendes foi um belíssimo trinco. Vamos ver como será a próxima convocatória, pois só faltam 3 semanas para o primeiro jogo.

E eu, falando com os meus botões digo: Deixem-me sonhar com Portugal no campeonato do mundo de 2010!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

...surgiu-me uma questão que eu acho pertinente: Porque raios a maioria absoluta é atingida com cerca de 43% dos votos?
Ora uma mioria para ser vinculativa é sempre atingida com 50,1 ou 50,01%, mas nas eleições basta haver 43% para ser absoluta! Isto, porque essas percentagens servem para eleger deputados/vereadores e infelizmente não podemos dividir os deputados/vereadores em 2/3 ou metades... Ai como era bom se pudéssemos! E o caso mais pragmático, pelo menos para mim, aconteceu em Faro, haver uma maioria absoluta do PSD numa eleição em que em termos percentuais houve um "empate":
PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM teve 42.67%, 13.340 votos elegendo o presidente da câmara e 5 vereadores,
tendo ficado PS em 2º com 42.25%, 13.210 votos elegendo 4 vereadores! Agora percebo o motivo da matemática ser dificil para os portugueses!
Estes dados e outros podem ser consultados em DGAI, Direcção Geral de Administração Interna no endereço http://www.autarquicas2009.mj.pt/, na qual fui acompanhando os resultados durante a noite.

Agora vendo os resultados que mais me importam, isto é Baguim, Rio Tinto e Gondomar, fiquei satisfeito pelo facto de na câmara municipal o Valentim não ter maioria absoluta, e na assembleia ter tantos deputados como os outros dois partidos ( aliás PS e a coligação de direita ).
Baguim, o PS aumentou a sua boa prestação anterior, e em Rio Tinto, assistiu-se a um assalto esmagador do PS. Lamento o facto de o RTC ter perdido um deputado. Mas, se o PS se mantiver fiel ao que prometeu, poderá novamente ser apresentada a moção à Assembleia da República para a passagem de Rio Tinto a concelho.
Assim o espero.

Mas, voltando aos resultados, só tenho que parabenizar os presidentes reeleitos, Nuno Coelho e o Marco Martins pelas estrondosas vitórias. E dar o meu apreço aos deputados do rtc que foram eleitos. Também não posso esquecer Maria Isabel Coelho Santos pelo PS e Rui Ferreira de Espinheira Quelhas pela coligação PPD/PSD.CDS-PP por terem retirado a maioria a Valentim.

Pena tenho de Valentim e Isaltino Morais terem sido reeleitos, no resto mantiveram-se as pessoas de que se estava à espera, e que demonstra que na generalidade os portugueses estão satisfeitos com quem comanda os destinos das suas terras. Isto é democracia!

E eu, falando com os meus botões digo: acabou a festa e chegou o tempo de nos voltarmos a concentrar nos nossos problemas!